Terça-feira, 1 de Março de 2011

MOTES DOS MONTES - 14

Já voltei pró Alentejo

Aqui é que é o meu chão

Não é dinheiro que invejo

Só  a minha criação

 

Só a minha criação

Já fiqueo descansado

Estou na terra do pão

Quero viver ao teu lado

 

Fialho Barreto – 1977

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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 13

O camponês tem mais fome

De terra que tem de pão

Só um pensar o consome

Poder-se abraçar ao chão

 

Poder-se abraçar ao chão

Beijar que tudo lhe deu

Sentir-lhe o seu coração

Um dia chamar-lhe seu

 

Fialho Barreto – 1977

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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 12

Já o Sol estava posto

Só um pássaro se ouvia

Cantava mesmo de gosto

Sei que era a cotovia

 

Sei que era a cotovia

Soava muito baixinho

No seu cantar só dizia

Não me pisem o ninho

 

Fialho Barreto – 1977

 

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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 11

Rurais andam dobrados

Suor regando a terra

Corpos sempre forçados

Luta que não é guerra

 

Luta que não é guerra

Mas conquista do pão

Heróis do vale e serra

Geada e vento suão

 

Fialho Barreto – 1977

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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 10

É co resto do mundo

Co Alentejo faz fronteira

Por isso sou vagabundo

Vivo sem eira nem beira

 

Vivo sem eira nem beira

Longe da minha nação

Já corri a terra inteira

Só estou bem no meu chão

 

Fialho Barreto – 1977

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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 9

Malmequer criado no campo

Delírio da mocidade

Pelas tuas brancas folhas

Malmequer diz-me a verdade

 

Malmequer diz-me a verdade

E guarda-me o teu segredo

Pelas tuas brancas folhas

Malmequer não tenhas medo

 

Fialho Barreto – 1977

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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 8

Tenho barcos tenho velas

Tenho navios no mar

Tanta mocinha bonita

Não me deixam namorar

 

Não me deixam namorar

Nem me deixam combater

Se contigo não casar

Com outra não pode ser

 

Fialho Barreto – 1977

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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 7

Não quero que vás à monda

Nem à ribeira lavar

Só quero que m’acompanhes

No dia em quem me casar

 

No dia em que me casar

Hás-de ser minha madrinha

Não quero que vás à monda

Nem à ribeira sozinha

 

Fialho Barreto – 1977

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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

MOTES DOS MONTES - 6

Ribeira vai cheia

O barco não anda

Tenho o meu amor

Lá daquela banda

 

Lá daquela banda

Eu cá deste lado

Ribeira vai cheia

E o barco parado

 

Fialho Barreto - 1977

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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

MOTES DOS MONTES - 5

Toda à vida fui pastor

Tota a vida guardei gado

Tenho ua cova no peito

De m'emcostar ó cajado

 

De m'emcostar ó cajado

Por esses campos a rigor

Toda a vida guardei gado

Toda a vida fui pastor

 

Filaho Barreto - 1977

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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

MOTES DOS MONTES - 4

Eu tenho à minha janela

O que tu não tens à tua

Um vaso de manjericos

Que dá cheiro a toda a rua

 

Que dá cheiro a toda a rua

Tu és a flor mais bela

O que tu não tens à tua

Eu tenho à minha janela

 

Filaho Barreto - 1977

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Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

MOTES DOS MONTES - 3

Ó erva cidreira

Que estás na varanda

Quanto mais se rega

Mais a folha abranda

 

Mais a folha abranda

Mais a rosa cheira

Que estás na varanda

Ó erva cidreira

 

Filaho Barreto - 1977

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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

MOTES DOS MONTES - 2

Ô passar daribeirinha

Pus o pé molhei a meia

Não casei na minha terra

Fui casar em terra alheia

 

Fui casar em terra alheia

Por não achar cá na minha

Pus o pé molhei a meia

Ô passar da ribeirinha

 

Filaho Barreto - 1977

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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010

MOTES DOS MONTES - 1

Ó romper da bela Aurora

Sai o pastor da choupana

Vai dizendo em altas vozes

Muito padece quem ama

 

Muito padece quem ama

Mais padece quem namora

Sai o pastor da choupana

Ó romper da bela aurora

 

Fialho Barreto - 1977

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Sábado, 25 de Setembro de 2010

POESIA POPULAR

TRIUNVIRATO

 

I

 

Pai quem é aquela

No coreto da praça

Com saia rodada

Espingarda de caça?

 

A senhora Política

Falando ao povinho

Que nunca a entende

E só bebe vinho

 

Por que veste assim

E vem de espingarda

Tem pregas tão fundas

Em saia tão parda?

 

Cada prega um partido

Todos vêm à caça

Trá-la às vessas

Para ver se passa

 

No direito é listada

Pra todos os gostos

Conforme ideais

Classes e postos

 

Do avesso é igual

Porque todos lá estão

É aliança táctica

Ou coligação

 

As pregas são fundas

Segundo a manha

Por isso em balão

De roda tamanha

 

Ninguém a percebe

Na lamúria gritada

A todos promete

Mas nunca deu nada

 

Meu povo! Meu povo!

Diz essa verdade

É dela inteiro

Eis a «igualdade»

 

 

II

 

Pai quem é aquela

No adro da igreja

Com a cruz na mão

Faz gestos pragueja?

 

A Senhora Religião

Falando ao povinho

Que não a entende

E quer ser santinho

 

Por que veste de negro

Tem a cruz na mão

Faz gestos pragueja

E diz «meu irmão»?

 

Ela veste de negro

Pois trabalho no escuro

Quanto menos se veja

Maior o seguro

 

Tem a cruz na mão

Só pra disfarçar

Pois tem os punhais

Atrás do altar

 

Ela não pragueja

Mas fala latim

Só na excomunhão

Faz cara ruim

 

Não se sabe onde

Diz ter um inferno

E quem se lhe opõe

Ir pró fogo eterno

 

A troco de um céu

Que não diz onde está

Explora o povinho

Mas nada lhe dá

 

Meus fiéis! Meus fiéis!

A verdade que diz

Porque o povo é fiel

Por isso infeliz

 

 

III

 

Pai quem é aquele

Vestindo elegante

Vem de automóvel

Com altifalante

 

É o Senhor Aldrabão

Falando ao povinho

Que não se apercebe

Do falso caminho

 

Tem ares de importância

Vestindo elegante

E fala no que for

Mesmo ignorante

 

No seu porte altivo

Parece eminência

Tudo compra e vende

Até consciência

 

Com altifalante

Chama a atenção

Faz-se ouvir longe

Nem parece ladrão

 

Só de automóvel

Vai a todo o lado

Um ladrão diferente

Bem acomodado

 

Está mui protegido

Tem leis a favor

Compra sua honra

Guarda e doutor

 

Com aquelas damas

Faz triunvirato

Tiram pão ao povo

Comem num só prato

 

A povo diz «Senhor!»

A única verdade

Merece senhoria

A honestidade

 

 

IV

 

Pai quem é aquele

Com a cabeça inchada

Nu e magrinho

Que nunca diz nada?

 

Esse é o povinho

De vida arrastada

Que houve charlatões

Ao largar a enxada

 

Porque vem nu magrinho

Tem a cabeça inchada

Escuta charlatões

E nunca diz nada?

 

Está nu magrinho

Pois tiraram-lhe tudo

A troco de mentiras

E ele ficou mudo

 

Tem a cabeça inchada

Pela confusão

Porque onde chega

Só houve aldrabão

 

Parece ser mudi

Pois vai oprimido

Mandam-no calar

Ao primeiro gemido

 

Não tem liberdades

São desses Senhores

Que mesmo charlatões

Alguns são doutores

 

Deixa que o mandem

Sente-se inferior

Ele mesmo a si

Não se dá valor

 

É tão desgraçado

Que nem se revolta

Da opressão miséria

Que sente à volta

 

Dão-lhe duas coisas

De resto mais nada

Por vezes favor

O vinho e enxada

 

 

V

 

Obrigado meu pai

Pela explicação

Eu quero ser povo

Odeio charlatão

 

Mas povo diferente

Vestido com pão

E se a cabeça inchar

Seja a revolução

 

Domingos Fialho Barreto

In "Rescaldos do Vinte Cinco de Abril" Poesias

 

Na nota introdutória o autor refere que o livro ficou concluido em 1978 mas o tema continua bem actual.

 

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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

POETAS DA MINHA TERRA - V

O Manoel Ramos Bonito

É um homem intelegente

Pra rescar um olivale

Tem que usar uma corrente

 

Em chegando à propriedade

Ele tem que apertar o cinto

Pra mostrar habelidade

O Manoel Ramos Bonito

 

Começa a rescação

À frente de toda gente

É homem de openião

Mas também é intelegente

 

Aquilo pra ele é uma brincadeira

Porque já sabe que não vai male

Ele já encontrou a manera

De rescar o olivale

 

A um canto acenta o esquadro

Pra depois seguir em frente

Mas ainda tem que pôr umas canas

Pra estender a corrente.

 

Quadras de José Rita dedicadas ao amigo Manuel Bonito  

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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

POETAS DA MINHA TERRA - IV

MOTE

Passam-se casos da vida
Causam admiração
Dum corpo morreu metade
E a outra metade não
 
Eu juro por S. Mateus
Qu’isto é a realidade
A gente em qualquer idade
Pode dar metade a Deus
Peço aos amigos meus
Não se riam em seguida
Duma verdade vivida
Não se deve duvidar
Para a gente acreditar
Passam-se casos da vida
 
Sem tal coisa esperar
Trabalhando a minha terra
A morte e a vida em guerra
Dei razão de começar
A morte tentou matar
O lado do coração
Isto mete confusão
Mas a prova está presente
Quem morre sem estar doente
Causa admiração
 
E quem por ele não passou
Até pode desmentir
Mas nunca se deve rir
Do que ouvir dizer aquele
Pode ver a coisa nele
A mesma infelicidade
Então sabe que é verdade
Se acaso ninguém lhe acode
Fica sabendo que pode
Dum corpo morrer metade
 
Mas já vou recuperando
Essa metade já morta
Pressente bater à porta
A vida de vez em quando
Lentamente vai entrando
Mas com pouca reacção
Agora pergunte então
Como é qu’isso aconteceu
Uma metade morreu
E outra metade não
 
Autor: Baltazar Carneirinho
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

POETAS DA MINHA TERRA - III

 

MOTE
No ajunte desta pedra
Bastante temos penado
tem que haver uma reserva
Que o carro do Borrega é o mais largo
 
O amigo Chico Guilherme
Tem ali um belo macho
Às vezes também se perde
Devia puxar mais baixo
Por causa destas ladeiras
Ele já nem sequer medra
Mas fica mais perto a eira
No ajunte desta pedra
 
Também anda lá o Tatita
É um belo rapazinho
Em parte nenhuma fica
Porque tem um bom machinho
Quando se põe a andar
Parece que está parado
Ninguém lhe passa para a frente
Bastante temos penado
 
O amigo António Valente
Esse é um rapaz sério
Tem-se defendido sempre
Com aquele macho velho
Quando se põe a carregar
Não olha se não para a erva
P’rá noite a ir a pregar
Mas tem que haver uma reserva
 
Também lá anda o Zé Rita
Com duas mulas pequenas
Vamos correndo esta fita
Passam-se boas faenas
Também te um belo carro
Com todos os seus encargos
Mas não se pode comparar
Com o do Borrega que é o mais largo
 
Autor: José Rita
amarelejando às 22:02
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

POETAS DA MINHA TERRA - II

MOTE

Fui ao quartel dos bombeiros
A um doutor dos ouvidos
Só a levar o dinheiro
É tudo passos perdidos
 
I
Há médicos portugueses
Alérgicos à consciência
Uma consulta com urgência
Mandaram-me esperar três meses
Acontece muitas vezes
Aos doentes segundeiros
Se quiser ser dos primeiros
Vai a um particular
Eu não podia esperar
Fui ao quartel dos bombeiros
 
II
Gabam a doutora Angelina
Médica na Cruz Vermelha
É ela que nos aconselha
E os tratamentos destina
Pelos calores parafina
Os tratamentos devidos
Sejam ou não preferidos
Ela é quem vai decidir
E foi ela que me mandou ir
A um doutor dos ouvidos
 
III
Mesmo no dia marcado
Fui ao doutor em pessoa
Disse eu que se fosse em Lisboa
Era melhor consultado
O consultório mal equipado
Aparelhagem nem o cheiro
Tinha na secretário um cinzeiro
Símbolo de fumador
Lá vamos nós ao doutor
Só levar o dinheiro
 
IV
É um doutor paciente
Mostra ser muito educado
Só que não está preparado
Para consultar um doente
Pôs-se a escrever lentamente
Vários papéis destruídos
E não foram resolvidos
Os meus assuntos pessoais
A não ser nos hospitais
É tudo passos perdidos
 
Autor: Baltazar Carneirinho 
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

POETAS DA MINHA TERRA - I

Este é o primeiro post de uma colecção que espero vir aqui publicar, e a que resolvi chamar "Poetas da Minha Terra". 

 

Reunir o máximo de poemas e versos, alguns já conhcidos e editados, outros ineditos que me vão chegando pelas mãos dos autores ou dos seus familiares. 

 

Dar voz aos poetas da minha terra, que em verso vão contando as suas alegrias e tristezas, as suas esperanças e os seus desalentos. Versejam a sua história, transmitindo-a na maior parte das vezes de boca em boca.

 

Preservar esse património que afinal relata a nossa história e é de todos nós. 

 

São estes so meus objectivos. 

 

 

MOTE

As mulheres da rua de baixo
Até custa a acreditar
Compram pão na padaria
Já não querem amassar
 
I
Eu não sei porque razão
O mulherio embirrou
E num conselho se juntou
Para uma explicação
Até que foi a aprovação
O que faria melhor tacho
E todas juntas em cacho
Prontamente concordaram
E assim se combinaram
As mulheres da rua de baixo
 
II
Ora o que tem a ver
Esse cacho lá no monte
Eu já sei de boa fonte
Tudo pode acontecer
E todos vós podem crer
É o que tem de se dar
Não se devem admirar
Nem estejam arreliadas
Isso são horas minguadas
Até custa a acreditar
 
III
Não deixem o amassilho
.....................................
Como diz o velho rifão
Sigam sempre este trilho
Se não arranjam sarilho
Para a sua economia
Mas andam todos à ...
Ainda para maior desgraça
Agora nenhuma amassa
Compram pão na padaria
 
IV
O meu conselho aqui deixo
Façam lá à sua vontade
Eu não sei se é verdade
O que se passou nos Aleixos
Por isso eu não me queixo
E nem tenho que duvidar
Mas se já partiram o alguidar
E quebraram a peneira
Assim dessa maneira
Já não querem amassar.
 
Autor: Mestre Parola

 

amarelejando às 21:13
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